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Normas de Ar condicionado

Resolução – RE n º 176, de 24 de outubro de 2000 

O Diretor da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da atribuição que lhe confere a Portaria nº 724, de 10 de outubro de 2000, c/c o art. 107, inciso II, alínea “a” e seu § 3º,

considerando o interesse sanitário na divulgação do assunto;

considerando a preocupação com a saúde, a segurança, o bem-estar e o conforto dos ocupantes dos ambientes climatizados;

considerando a disponibilidade dos dados coletados, analisados e interpretados e o atual estágio de conhecimento da comunidade científica internacional, na área de qualidade do ar ambiental interior, que estabelece padrões referenciais e/ou orientações para esse controle;

considerando o disposto no Art. 2º da Portaria GM/MS n.º 3.523, de 28 de agosto de 1998;

considerando que a matéria foi submetida à apreciação da Diretoria Colegiada que a aprovou em reunião realizada em 18 de outubro de 2000, resolve:

Art. 1º Determinar a publicação de Orientação Técnica elaborada por Grupo Técnico Assessor, sobre Padrões Referenciais de Qualidade do Ar Interior, em ambientes climatizados artificialmente de uso público e coletivo, em anexo.

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.


GONZALO VECINA NETO

ANEXO

Orientação Técnica elaborada por Grupo Técnico Assessor sobre Padrões Referenciais de Qualidade do Ar Interior em ambientes climatizados artificialmente de uso público e coletivo


I – HISTÓRICO

O Grupo Técnico Assessor de estudos sobre Padrões Referenciais de Qualidade do Ar Interior em ambientes climatizados artificialmente de uso público e coletivo, foi constituído pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária ANVISA, no âmbito da Gerência Geral de Serviços da Diretoria de Serviços e Correlatos e instituído por membros das seguintes instituições:

Sociedade Brasileira de Meio Ambiente e de Qualidade do Ar de Interiores/BRASINDOOR, Laboratório Noel Nutels , Instituto de Química da UFRJ, Ministério do Meio Ambiente, Faculdade de Medicina da USP, Organização Panamericana de Saúde/OPAS, Fundação Oswaldo Cruz/FIOCRUZ, Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho FUNDACENTRO/MTb, Instituto Nacional de Metrologia Normalização e Qualidade Industrial/INMETRO, Associação Paulista de Estudos e Controle de Infecção Hospitalar/APECIH e, Serviço de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde/RJ, Instituto de Ciências Biomédicas ICB/USP e Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Reuniu-se na cidade de Brasília/DF, durante o ano de 1999 e primeiro semestre de 2000, tendo como metas:

1. estabelecer critérios que informem a população sobre a qualidade do ar interior em ambientes climatizados artificialmente de uso público e coletivo, cujo desequilíbrio poderá causar agravos a saúde dos seus ocupantes;

2. instrumentalizar as equipes profissionais envolvidas no controle de qualidade do ar interior, no planejamento, elaboração, análise e execução de projetos físicos e nas ações de inspeção de ambientes climatizados artificialmente de uso público e coletivo .


II – ABRANGÊNCIA

O Grupo Técnico Assessor elaborou a seguinte Orientação Técnica sobre Padrões Referenciais de Qualidade do Ar Interior em ambientes climatizados artificialmente de uso público e coletivo, no que diz respeito a definição de valores máximos recomendáveis para contaminação biológica, química e parâmetros físicos do ar interior, a identificação das fontes poluentes de natureza biológica, química e física, métodos analíticos ( Normas Técnicas 001, 002, 003 e 004 ) e as recomendações para controle ( Quadros I e II ).

Recomendou que os padrões referenciais adotadas por esta Orientação Técnica sejam aplicados aos ambientes climatizados de uso público e coletivo já existentes e aqueles a serem instalados. Para os ambientes climatizados de uso restrito, com exigências de filtros absolutos ou instalações especiais, tais como os que atendem a processos produtivos, instalações hospitalares e outros, sejam aplicadas as normas e regulamentos específicos.


III – DEFINIÇÕES

Para fins desta Orientação Técnica são adotadas as seguintes definições, complementares às adotadas na Portaria GM/MS n.º 3.523/98:

a) Aerodispersóides: sistema disperso, em um meio gasoso, composto de partículas sólidas e/ou líquidas. O mesmo que aerosol ou aerossol.

b) ambiente aceitável: ambientes livres de contaminantes em concentrações potencialmente perigosas à saúde dos ocupantes ou que apresentem um mínimo de 80% dos ocupantes destes ambientes sem queixas ou sintomatologia de desconforto.1, 2

c) ambientes climatizados: são os espaços fisicamente determinados e caracterizados por dimensões e instalações próprias, submetidos ao processo de climatização, através de equipamentos.

d) ambiente de uso público e coletivo: espaço fisicamente determinado e aberto a utilização de muitas pessoas.

e) ar condicionado: é o processo de tratamento do ar, destinado a manter os requerimentos de Qualidade do Ar Interior do espaço condicionado, controlando variáveis como a temperatura, umidade, velocidade, material particulado, partículas biológicas e teor de dióxido de carbono (CO2).

f) Padrão Referencial de Qualidade do Ar Interior: marcador qualitativo e quantitativo de qualidade do ar ambiental interior, utilizado como sentinela para determinar a necessidade da busca das fontes poluentes ou das intervenções ambientais

g) Qualidade do Ar Ambiental Interior: Condição do ar ambiental de interior, resultante do processo de ocupação de um ambiente fechado com ou sem climatização artificial.

h) Valor Máximo Recomendável: Valor limite recomendável que separa as condições de ausência e de presença do risco de agressão à saúde humana.


IV – PADRÕES REFERENCIAIS

Recomenda os seguintes Padrões Referenciais de Qualidade do Ar Interior em ambientes climatizados de uso público e coletivo.

1 – O Valor Máximo Recomendável para contaminação microbiológica deve ser < 750 ufc/m3 de fungos, para a relação I/E < 1,5, onde I é a quantidade de fungos no ambiente interior e E é a quantidade de fungos no ambiente exterior.3

Quando este valor for ultrapassado ou a relação I/E for > 1,5, é necessário fazer um diagnóstico de fontes para uma intervenção corretiva.

É inaceitável a presença de fungos patogênicos e toxigênicos.


2 Os Valores Máximos Recomendáveis para contaminação química são:

2.1 – < 1000 ppm de dióxido de carbono ( CO2 ) , como indicador de renovação de ar externo, recomendado para conforto e bem-estar.2

2.2 – < 80 µg/m3 de aerodispersóides totais no ar, como indicador do grau de pureza do ar e limpeza do ambiente climatizado.4


3 Os valores recomendáveis para os parâmetros físicos de temperatura, umidade, velocidade e taxa de renovação do ar e de grau de pureza do ar, deverão estar de acordo com a NBR 6401 Instalações Centrais de Ar Condicionado para Conforto Parâmetros Básicos de Projeto da ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas.5

3.1 – a faixa recomendável de operação das Temperaturas de Bulbo Seco, nas condições internas para verão, deverá variar de 230C a 260C, com exceção de ambientes de arte que deverão operar entre 210C e 230C. A faixa máxima de operação deverá variar de 26,50C a 270C, com exceção das áreas de acesso que poderão operar até 280C. A seleção da faixa depende da finalidade e do local da instalação. Para condições internas para inverno, a faixa recomendável de operação deverá variar de 200C a 220C.

3.2 – a faixa recomendável de operação da Umidade Relativa, nas condições internas para verão, deverá variar de 40% a 65%, com exceção de ambientes de arte que deverão operar entre 40% e 55% durante todo o ano. O valor máximo de operação deverá ser de 65%, com exceção das áreas de acesso que poderão operar até 70%. A seleção da faixa depende da finalidade e do local da instalação. Para condições internas para inverno, a faixa recomendável de operação deverá variar de 35% a 65%.

3.3 – a faixa recomendável de operação da Velocidade do Ar, no nível de 1,5m do piso, deverá variar de 0,025 m/s a 0,25 m/s. Estes valores são considerados médios quando medidos com instrumento de alta sensibilidade.

3.4 – a Taxa de Renovação do Ar adequada de ambientes climatizados será, no mínimo, de 27 m3/hora/pessoa, exceto no caso específico de ambientes como lojas, centros comerciais, bancos e outros, onde a taxa de ocupação de pessoas por m2 é crítica. Nestes casos a Taxa de Renovação do Ar mínima será de 17 m3/hora/pessoa, não sendo admitido em qualquer situação que os ambientes possuam uma concentração de CO2, maior ou igual a estabelecida nesta Orientação Técnica como Valor Máximo Recomendável.

3.5 – o Grau de Pureza do Ar nos ambientes climatizados será obtido utilizando-se, no mínimo, filtros de classe G-3 nos condicionadores de sistemas centrais.2

Os padrões referenciais adotados complementam as medidas básicas definidas na Portaria GM/MS n.º 3.523/98, de 28 de agosto de 1998, para efeito de reconhecimento, avaliação e controle da Qualidade do Ar Interior nos ambientes climatizados. Deste modo poderão subsidiar as decisões do responsável técnico pelo gerenciamento do sistema de climatização, quanto a definição de periodicidade dos procedimentos de limpeza e manutenção dos componentes do sistema, desde que asseguradas as freqüências mínimas para os seguintes componentes, considerados como reservatórios, amplificadores e disseminadores de poluentes.

Componente
Periodicidade
Tomada de ar externo mensal
Unidade filtrante mensal
Serpentina de aquecimento mensal
Serpentina de resfriamento mensal
Umidificador mensal
Ventilador semestral
Plenum de mistura/casa de máquinas semestral
Inspeção semestral


V – FONTES POLUENTES

Recomenda que sejam adotadas para fins de pesquisa e com o propósito de levantar dados sobre a realidade brasileira, assim como para avaliação e correção das situações encontradas, as possíveis fontes de poluentes informadas nos Quadros I e II.


QUADRO I

Possíveis fontes de poluentes biológicos

Agentes biológicos Principais fontes em ambientes interiores Principais Medidas de correção em ambientes interiores
Bactérias Reservatórios com água estagnada, torres de resfriamento, bandejas de condensado, desumificadores, umidificadores, serpentinas de condicionadores de ar e superfícies úmidas e quentes. Realizar a limpeza e a conservação das torres de resfriamento; higienizar os reservatórios e bandejas de condensado ou manter tratamento contínuo para eliminar as fontes; eliminar as infiltrações; higienizar as superfícies.
Fungos Ambientes úmidos e demais fontes de multiplicação fúngica, como materiais porosos orgânicos úmidos, forros, paredes e isolamentos úmidos; ar externo, interior de condicionadores e dutos sem manutenção, vasos de terra com plantas. Corrigir a umidade ambiental; manter sob controle rígido vazamentos, infiltrações e condensação de água; higienizar os ambientes e componentes do sistema de climatização ou manter tratamento contínuo para eliminar as fontes; eliminar materiais porosos contaminados; eliminar ou restringir vasos de plantas com cultivo em terra, ou substituir pelo cultivo em água (hidroponia); utilizar filtros G-1 na renovação do ar externo.
Protozoários Reservatórios de água contaminada, bandejas e umidificadores de condicionadores sem manutenção. Higienizar o reservatório ou manter tratamento contínuo para eliminar as fontes.
Vírus Hospedeiro humano. Adequar o número de ocupantes por m2 de área com aumento da renovação de ar.; evitar a presença de pessoas infectadas nos ambientes climatizados
Algas Torres de resfriamento e bandejas de condensado. Higienizar os reservatórios e bandejas de condensado ou manter tratamento contínuo para eliminar as fontes.
Pólen Ar externo. Manter filtragem de acordo com NBR-6401 da ABNT
Artrópodes Poeira caseira. Higienizar as superfícies fixas e mobiliário, especialmente os revestidos com tecidos e tapetes; restringir ou eliminar o uso desses revestimentos.
Animais Roedores, morcegos e aves. Restringir o acesso, controlar os roedores, os morcegos, ninhos de aves e respectivos excrementos .



QUADRO II

Possíveis fontes de poluentes químicos

Agentes químicos Principais fontes em ambientes interiores Principais medidas de correção em ambientes interiores
CO Combustão (cigarros, queimadores de fogões e veículos automotores). Manter a captação de ar exterior com baixa concentração de poluentes; restringir as fontes de combustão; manter a exaustão em áreas em que ocorre combustão; eliminar a infiltração de CO proveniente de fontes externas; restringir o tabagismo em áreas fechadas.
CO2 Produtos de metabolismo humano e combustão. Aumentar a renovação de ar externo; restringir as fontes de combustão e o tabagismo em áreas fechadas; eliminar a infiltração de fontes externas.
NO2 Combustão. Restringir as fontes de combustão; manter a exaustão em áreas em que ocorre combustão; impedir a infiltração de NO2 proveniente de fontes externas; restringir o tabagismo em áreas fechadas.
O3 Máquinas copiadoras e impressoras a laser .
Adotar medidas específicas para reduzir a contaminação dos ambientes interiores, com exaustão do ambiente ou enclausuramento em locais exclusivos para os equipamentos que apresentem grande capacidade de produção de O3.
Formaldeído
Materiais de acabamento, mobiliário, cola, produtos de limpeza domissanitários
Selecionar os materiais de construção, acabamento e mobiliário que possuam ou emitam menos formaldeído; usar produtos domissanitários que não contenham formaldeído.
Material particulado Poeira e fibras. Manter filtragem de acordo com NBR-6402 da ABNT; evitar isolamento termo-acústico que possa emitir fibras minerais, orgânicas ou sintéticas para o ambiente climatizado; reduzir as fontes internas e externas; higienizar as superfícies fixas e mobiliários sem o uso de vassouras, escovas ou espanadores; selecionar os materiais de construção e acabamento com menor porosidade; adotar medidas específicas para reduzir a contaminação dos ambientes interiores (vide biológicos); restringir o tabagismo em áreas fechadas.
Fumo de tabaco Queima de cigarro, charuto, cachimbo, etc. Aumentar a quantidade de ar externo admitido para renovação e/ou exaustão dos poluentes; restringir o tabagismo em áreas fechadas.
COV Cera, mobiliário, produtos usados em limpeza e domissanitários, solventes, materiais de revestimento, tintas, colas, etc. Selecionar os materiais de construção, acabamento, mobiliário; usar produtos de limpeza e domissanitários que não contenham COV ou que não apresentem alta taxa de volatilização e toxicidade.
COS-V Queima de combustíveis e utilização de pesticidas. Eliminar a contaminação por fontes pesticidas, inseticidas e a queima de combustíveis; manter a captação de ar exterior afastada de poluentes.



COV Compostos Orgânicos Voláteis.

COS-V Compostos Orgânicos Semi- Voláteis.


Observações – Os poluentes indicados são aqueles de maior ocorrência nos ambientes de interior, de efeitos conhecidos na saúde humana e de mais fácil detecção pela estrutura laboratorial existente no país.

Outros poluentes que venham a ser considerados importantes serão incorporados aos indicados, desde que atendam ao disposto no parágrafo anterior.


VI – AVALIAÇÃO E CONTROLE

Recomenda que sejam adotadas para fins de avaliação e controle do ar ambiental interior dos ambientes climatizados de uso coletivo, as seguintes Normas Técnicas 001, 002, 003 e 004.

Na elaboração de relatórios técnicos sobre qualidade do ar interior, é recomendada a NBR-10.719 da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.


Norma Técnica 001

Qualidade do Ar Ambiental Interior. Método de Amostragem e Análise de Bioaerosol em Ambientes Interiores.

Método Analítico

OBJETIVO: Pesquisa, monitoramento e controle ambiental da possível colonização, multiplicação e disseminação de fungos em ar ambiental interior.

DEFINIÇÕES:

Bioaerosol: Suspensão de microorganismos (organismos viáveis) dispersos no ar.

Marcador epidemiológico: Elemento aplicável à pesquisa, que determina a qualidade do ar ambiental.

Aplicabilidade: Ambientes de interior climatizados, de uso coletivo, destinados a ocupações comuns (não especiais).

Marcador Epidemiológico: Fungos viáveis.

MÉTODO DE AMOSTRAGEM: Amostrador de ar por impactação com acelerador linear.

PERIODICIDADE: Semestral.

FICHA TÉCNICA DO AMOSTRADOR:

Amostrador: Impactador de 1, 2 ou 6 estágios. Meio de Cultivo: Agar Extrato de Malte, Agar Sabouraud Destrose a 4%, Agar Batata Dextrose ou outro, desde que cientificamente validado. Taxa de Vazão: 25 a 35 l/min, recomendado 28,3 l/min. Tempo de Amostragem: 10 min. Em áreas altamente contaminadas um tempo de amostragem menor pode ser recomendável.

Volume Mínimo: 140 l

Volume Máximo: 500 l Embalagem: Rotina de embalagem para proteção da amostra com nível de biossegurança 2 (recipiente lacrado, devidamente identificado com símbolo de risco biológico) Transporte: Rotina de embalagem para proteção da amostra com nível de biossegurança 2 (recipiente lacrado, devidamente identificado com símbolo de risco biológico)

Calibração: Semestral Exatidão: ± 0,02 l/min. Precisão: ± 99,92 %


ESTRATÉGIA DE AMOSTRAGEM:

selecionar 01 amostra de ar exterior localizada nas proximidades da entrada da tomada de ar externo na altura de 1,50 m do solo.

selecionar ao menos 01 amostra de ar interior por andar ou de cada área servida por um equipamento condicionador de ar. Para grandes áreas recomenda-se :

Área construída (m2)
Número mínimo de amostras
3.000 a 5.000
8
5.000 a 10.000
12
10.000 a 15.000
15
15.000 a 20.000
18
20.000 a 30.000
21
Acima de 30.000
25


o amostrador deve estar localizado na altura de 1,50m do solo, no centro do ambiente ou em zona ocupada.

PROCEDIMENTO LABORATORIAL: Método de cultivo e quantificação segundo normatizações universalizadas. Tempo mínimo de incubação de 7 dias a 250C., permitindo o total crescimento dos fungos.

BIBLIOGRAFIA:”Standard Methods for Examination of Water and Wastewater”.
17 th ed. APHA, AWWA, WPC.F; “The United States Pharmacopeia”. USP, XXIII ed., NF XVIII, 1985.

NIOSH- National Institute for Occupational Safety and Health, NIOSH Manual of Analytical Methods (NMAM), BIOAEROSOL SAMPLING (Indoor Air) 0800, Fourth Edition.

IRSST Institute de Recherche en Santé et en Securité du Travail du Quebec, Canada, 1994.

Members of the Thecnicae Advisory Committee on Indoor Air Quality, Commission of Public Health Ministry of the Environment Guidelines for Good Indoor Air Quality in Office Premises, Singapore.


Norma Técnica 002

Qualidade do Ar Ambiental Interior. Método de Amostragem e Análise da Concentração de Dióxido de Carbono em Ambientes Interiores.

Método Analítico

OBJETIVO: Pesquisa, monitoramento e controle do processo de renovação de ar em ambientes climatizados.

APLICABILIDADE: Ambientes interiores climatizados, de uso coletivo.

MARCADOR EPIDEMIOLÓGICO: Dióxido de carbono ( CO2 ) .

MÉTODO DE AMOSTRAGEM: Equipamento de leitura direta.

PERIODICIDADE: Semestral.

FICHA TÉCNICA DOS AMOSTRADORES:

Amostrador: Leitura Direta por meio de sensor infravermelho não dispersivo ou célula eletroquímica.
Calibração: Anual ou de acordo com especificação do fabricante. Faixa: de 0 a 5.000 ppm. Exatidão: ± 50 ppm + 2% do valor medido


ESTRATÉGIA DE AMOSTRAGEM:

selecionar 01 amostra de ar exterior localizada nas proximidades da entrada da tomada de ar externo na altura de 1,50 m do solo.

selecionar ao menos 01 amostra de ar interior por andar ou de cada área servida por um equipamento condicionador de ar. Para grandes áreas recomenda-se :

Área construída (m2)
Número mínimo de amostras
3.000 a 5.000
8
5.000 a 10.000
12
10.000 a 15.000
15
15.000 a 20.000
18
20.000 a 30.000
21
Acima de 30.000
25

o amostrador deve estar localizado na altura de 1,50m do solo, no centro do ambiente ou em zona ocupada.

PROCEDIMENTO DE AMOSTRAGEM: As medidas deverão ser realizadas em horários de pico de utilização do ambiente.


Norma Técnica 003

Qualidade do Ar Ambiental Interior. Método de Amostragem. Determinação da Temperatura, Umidade e Velocidade do Ar em Ambientes Interiores.

Método Analítico

OBJETIVO: Pesquisa, monitoramento e controle do processo de climatização de ar em ambientes climatizados.

APLICABILIDADE: Ambientes interiores climatizados, de uso coletivo.

MARCADORES: Temperatura do ar ( °C )

Umidade do ar ( % )

Velocidade do ar ( m/s ) .

MÉTODO DE AMOSTRAGEM: Equipamentos de leitura direta. Termo-higrômetro e Termo-anemômetro.

PERIODICIDADE: Semestral.

FICHA TÉCNICA DOS AMOSTRADORES:

Amostrador: Leitura Direta Termo-higrômetro.

Princípio de operação: Sensor de temperatura do tipo termo-resistência. Sensor de umidade do tipo capacitivo ou por condutividade elétrica.

Calibração: Anual Faixa: 0º C a 70º C de temperatura
5% a 95 % de umidade
Exatidão: ± 0,8 º C de temperatura
± 5% do valor medido de umidade
Amostrador: Leitura Direta Termo-anemômetro.

Princípio de operação: Sensor de velocidade do ar do tipo fio aquecido ou fio térmico.

Calibração: Anual Faixa: de 0 a 10 m/s

Exatidão: ± 0,03 m/s ± 4% do valor medido


Norma Técnica 004

Qualidade do Ar Ambiental Interior. Método de Amostragem e Análise de Concentração de Aerodispersóides em Ambientes Interiores.

Método Analítico

OBJETIVO: Pesquisa, monitoramento e controle de aerodispersóides totais em ambientes interiores climatizados.

Aplicabilidade: Ambientes de interior climatizados, de uso coletivo, destinados a ocupações comuns (não especiais).

Marcador Epidemiológico: Poeira Total (µg/m3 ).

MÉTODO DE AMOSTRAGEM: Coleta de aerodispersóides por filtração (MB-3422 da ABNT).

PERIODICIDADE: Semestral.

FICHA TÉCNICA DO AMOSTRADOR:

Amostrador: Unidade de captação constituída por filtros de PVC, diâmetro de 37 mm e porosidade de 5 µm de diâmetro de poro específico para poeira total a ser coletada; Suporte de filtro em disco de celulose; Porta-filtro em plástico transparente com diâmetro de 37 mm.

Aparelhagem: Bomba de amostragem, que mantenha ao longo do período de coleta, a vazão inicial de calibração com variação de 5%.

Taxa de Vazão: 1,0 a 3,0 l/min, recomendado 2,0 l/min.

Volume Mínimo: 50 l

Volume Máximo: 400 l

Tempo de Amostragem: 50 l —› 17 min ; 400 l —› 133 min

Embalagem: Rotina

Transporte:

Calibração: Em cada procedimento de coleta Exatidão: ± 5% do valor medido


PROCEDIMENTO DE COLETA: MB-3422 da ABNT.

PROCEDIMENTO DE CALIBRAÇÃO DAS BOMBAS: NBR- 10.562 da ABNT

PROCEDIMENTO LABORATORIAL: NHO 17 da FUNDACENTRO


VII – INSPEÇÃO

Recomenda que os órgãos competentes de Vigilância Sanitária com o apoio de outros órgãos governamentais, organismos representativos da comunidade e dos ocupantes dos ambientes climatizados, utilizem esta Orientação Técnica como instrumento técnico referencial, na realização de inspeções e de outras ações pertinentes nos ambientes climatizados de uso público e coletivo.


VIII RESPONSABILIDADE TÉCNICA

Recomenda que os proprietários, locatários e prepostos de estabelecimentos com ambientes ou conjunto de ambientes dotados de sistemas de climatização com capacidade igual ou superior a 5 TR (15.000 kcal/h = 60.000 BTU/h), devam manter um responsável técnico com as seguintes atribuições:

a) realizar a avaliação biológica, química e física das condições do ar interior dos ambientes climatizados;

b) proceder a correção das condições encontradas, quando necessária, para que estas atendam ao estabelecido no Art. 4º desta Resolução;

c) manter disponível o registro das avaliações e correções realizadas; e

d) divulgar aos ocupantes dos ambientes climatizados os procedimentos e resultados das atividades de avaliação, correção e manutenção realizadas.

Considera como responsável técnico, o profissional que tem competência legal para exercer as atividades descritas nas análises preconizadas, em conformidade com a regulamentação profissional vigente no país.

A responsabilidade técnica pelas análises laboratoriais realizadas deverá estar desvinculada da responsabilidade técnica pela realização dos serviços de limpeza e manutenção do sistema de climatização.

________________________

1 World Health Organization. Indoor air quality: biological contaminants; Copenhagen, Denmark, 1983 (European Series nº 31).

2 American Society of Heating, Refrigerating and Air-Conditioning Engineers,Inc. ANSI/ASHARAE 62-1989. Standard-Ventilation for Acceptable Indoor Air Quality, 1990.

3 Kulcsar Neto, F & Siqueira, LFG. Padrões Referenciais para Análise de Resultados de Qualidade Microbiológica do Ar em Interiores Visando a Saúde Pública no Brasil Revista da Brasindoor. 2 (10): 4-21,1999.

4 Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA, Resolução n.º 03 de 28/06 / 1990.

5 ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas, NBR 6401 Instalações Centrais de Ar Condicionado para Conforto Parâmetros Básicos de Projeto, 1980.

NORMAS NBR 6401/10

DEZ 1980

NBR 6401

ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas

Sede: Rio de Janeiro Av. Treze de Maio, 13 – 28º andar CEP 20003-900 – Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro – RJ Tel.: PABX (021) 210 -3122 Telex: (021) 34333 ABNT – BR Endereço Telegráfico: NORMATÉCNICA

Instalações centrais de ar-condicionado para conforto Parâmetros básicos de projeto

Procedimento Origem: ABNT – NB-10/1978 CB-04 – Comitê Brasileiro de Máquinas e Equipamentos Mecânicos CE-04:08.04 – Comissão de Estudo de Ar-Condicionado Comercial e Central NBR 6401 – Air-conditioning system – Central air units – Basic parameters for design – Procedure Descriptors: Air-conditioning. Central air Palavras-chave: Ar-condicionado. Central. Parâmetro. Conforto 17 páginas

Copyright © 1980, ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas Printed in Brazil/ Impresso no Brasil Todos os direitos reservados

SUMÁRIO

1 Objetivo 2 Condições a serem estabelecidas para os recintos 3 Elementos para base de cálculo 4 Cálculo das cargas térmicas 5 Zoneamento dos recintos 6 Escolha do tipo de instalação 7 Dutos 8 Tubulações hidráulicas 9 Especificações 10 Termo de garantia 11 Influências sobre o ambiente externo

2 Condições a serem estabelecidas para os recintos

2.1 O condicionamento de ar, qualquer que seja a finalidade a que se destine, implica preliminarmente a limitação entre os seguintes valores preestabelecidos das grandezas discriminadas, representativos das condições que devem coexistir nos recintos, no período de tempo em que se considera a aplicação do processo: a) temperatura do ar no termômetro de bulbo seco; b) umidade relativa do ar; c) movimentação do ar; d) grau de pureza do ar; e) nível de ruído admissível; f) porcentagem ou volume de renovação de ar. 2.2 Devem ser usados os critérios descritos em 2.2.1 a 2.2.5 para a fixação dos valores estabelecidos em 2.1.

2.2.1 As temperaturas dos bulbos seco e úmido do ar de-

1 Objetivo

1.1 Esta Norma estabelece as bases fundamentais para a elaboração de projetos de instalações de unidades com capacidade individual a partir de 9000 kcal/h. 1.2 As condições estabelecidas nesta Norma são as mínimas exigidas para que se possam obter resultados satisfatórios em instalações desse gênero, não impedindo, porém, quaisquer outros aprimoramentos da técnica de condicionamento de ar. 1.3 Nos casos especiais, em que a Norma não for integralmente obedecida, deve constar, no projeto elaborado, a justificativa relativa a todos os pontos que dela divergirem. 1.4 Na elaboração desta Norma, foi adotado o critério de considerar o ar-condicionado de um modo geral; casos especiais, como hospitais, computadores e outros, serão objetos de normas específicas.

verão, na falta de informações específicas, ser escolhidas de acordo com as Tabelas 1 e 2.

2.2.2 A diferença entre as temperaturas do termômetro de

bulbo seco, simultâneas, entre dois pontos quaisquer de um recinto, ao nível de 1,5 m, não deve ser superior a 2 C, não devendo a medida de temperatura ser feita junto a janelas e portas sujeitas a radiação solar direta.

Cópia não autorizada

2

NBR 6401/1980

2.2.3 A velocidade do ar, ao nível de 1,5 m, não deve ser inferior a 0,025m/s nem superior a 0,25 m/s. Estes valores são considerados médios quando medidos com instrumentos de alta sensibilidade. 2.2.4 O ar insuflado deve ser totalmente filtrado e parcialmente renovado. A Tabela 3 mostra as aplicações típicas de filtros, conforme sua eficiência, servindo como recomendação para a sua seleção. Na Tabela 4, são apresentados valores recomendados para renovação de ar em aplicações normais em que não sejam utilizados processos especiais de purificação do ar. 2.2.5 Os níveis de ruído permissíveis, decorrentes da insta-

3.1.1 Condições do ar exterior, consideradas simultanea-

mente as temperaturas do termômetro de bulbo seco e do termômetro de bulbo úmido. Nas Tabelas 6 e 7 são fornecidas condições recomendadas para várias cidades, as quais devem ser utilizadas, na falta de indicações específicas.

3.1.2 Natureza da construção das paredes, pisos e tetos;

tipos de vidros empregados e temperaturas dos recintos contíguos.

3.1.3 Orientação dos recintos e tipo de proteção existente

lação de condicionamento de ar, na falta de informações, estão indicados na Tabela 5 e Figura.

em relação à radiação solar.

3.1.4 Possibilidade de infiltração do ar exterior pelas portas

3 Elementos para base de cálculo

3.1 Para base de cálculo das cargas térmicas, devem ser pesquisados os elementos de coexistência provável, durante o período de aplicação do processo estabelecido em 3.1.1 a 3.1.7.

e janelas. Na Tabela 8, são apresentados valores recomendados para base de cálculo de acordo com a utilização dos recintos.

Tabela 1 – Condições internas para verão

Recomendável Finalidade Local (A) TBS ( C) Residências Hotéis Escritórios Escolas Bancos Barbearias Cabeleireiros Lojas Magazines Supermercados Teatros Auditórios Templos Cinemas Bares Lanchonetes Restaurantes Bibliotecas Estúdios de TV Boates Salões de baile Depósitos de livros, manuscritos, obras raras Museus e galerias de arte Halls de elevadores (B) UR (%) (A) TBS ( C) (B) UR (%) Máxima

Conforto

23 a 25

40 a 60

26,5

65

Lojas de curto tempo de ocupação

24 a 26

40 a 60

27

65

Ambientes com grandes cargas de calor latente e/ou sensível

24 a 26

40 a 65

27

65

Locais de reuniões com movimento

24 a 26

40 a 65

27

65

21 a 23(C) 21 a 23(C)

40 a 50(C) 50 a 55(C)

Ambientes de Arte Acesso

(A) (B)

28

70

TBS = temperatura de bulbo seco ( C). UR = umidade relativa (%). (C) * = condições constantes para o ano inteiro.

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Tabela 2 – Condições internas para inverno TBS( C) 20 – 22 UR (%) 35 – 657

Tabela 3 – Recomendações para aplicações de filtros de ar(1)

Classe de filtro(2) Eficiência Obs,3,4,5 (%) 30 – 59 Aplicações principais

Características

GO

Boa eficiência contra insetos e relativa contra poeira grossa. Eficiência reduzida contra pólen de plantas e quase nula contra poeira atmosférica Boa eficiência contra poeira grossa e relativa contra pólen de plantas. Eficiência reduzida contra poeira atmosférica Alta eficiência contra poeira grossa. Boa eficiência contra pólen de plantas e relativa contra a fração grossa (75 ) da poeira atmosférica Boa eficiência contra a fração grossa ( 5 ) da poeira atmosférica

Condicionadores tipo janela

Condicionadores tipo compacto (self contained)

GI

60 – 74

G2

75 – 84

Condicionadores de sistemas centrais

G3

85 e acima

Condicionadores dos sistemas centrais pré-filtragem para filtros finos F2 e F3 Condicionadores de sistemas centrais para exigências altas. Pré-filtragem para filtros finos F3 Condicionadores de sistemas centrais para exigências altas. Pré-filtragem para filtros absolutos

F1

40 – 69

Eficiência satisfatória contra a fração fina (1 – 5 ) da poeira atmosférica. Pouca eficiência contra fumaças de óleo e tabaco Boa eficiência contra a fração fina (1 – 5 ) da poeira atmosférica. Alguma eficiência contra fumaças de óleo e tabaco

F2

70 – 89

F3

90 e acima

Alta eficiência contra a fracão fina (1 – 5 ) da poeira atmosférica. Eficiência satisfatória contra fumaças de óleo e tabaco. Razoavelmente eficiente contra bactérias e fungos microscópicos Boa eficiência contra a fração ultrafina ( 1 ) da poeira atmosférica, fumaças de óleo e tabaco, bactérias e fungos microscópicos Alta eficiência contra a fração ultrafina ( 1 ) da poeira atmosférica, fumaças de óleo e tabaco, bactérias e fungos microscópicos

Pré-filtro para filtros absolutos. Precisa pré-filtragem, por sua vez

Al

85 – 97,9

Salas com controle de teor de poeira. Precisa pré-filtragem Salas com controle de teor de poeira, zonas assépticas de hospitais (exigências altas). Precisa pré-filtragem

A2

98 – 99,96

/continua

(1)

As recomendações baseiam-se nas da ASHRAE e também nas seguintes: – para filtros grossos e finos: na diretriz SWKI 68-3 da Associação Suíça de Engenheiros de Aquecimento e Condicionamento de Ar (SWKI). – para filtros absolutos: no projeto de norma DIN 24184 de julho de 1972 da Associação dos Engenheiros Alemães (VDI).

(2)

Fonte: ASHRAE Handbook of fundamentals – 1972.

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/continuação Classe de filtro(2) Eficiência Obs,3,4,5 (%) Características Aplicações principais

A3

99,97 e acima

Eficiência excelente contra a fração ultrafina ( 1 ) da poeira atmosférica, fumaças de óleo e tabaco, bactérias, fungos microscópicos e vírus

Salas limpas das classes 100, 10000 e 100000 (Nota e). Salas e cabinas estéreis para operações cirúrgicas e ortopédicas (exigências particularmente altas). Todas as instalações que requerem teste de estanqueidade (leak test). Precisa pré-filtragem

Notas: a) Os filtros são divididos em três classes: grossos (prefi-xo G), finos (prefixo F) e absolutos (prefixo A). b) Para filtros grossos (GO-G3); teste gravimétrico conforme AFII do American Filter Institute ou ASHRAE 52-68. c) Para filtros finos (F1-F3): teste calorimétrico conforme AFI – Dust sport do American Filter Institute ou ASHRAE 52-68. d) Para filtros absolutos (A1-A3): teste fotométrico DOP TEST ou conforme U.S. Military Standard-MS 282, ou da chama de sódio – British Standard-BS 3928. e) Classificação das câmaras limpas conforme U.S. Federal; Standard 209 b de 24.04.1973.

Tabela 4 – Ar exterior para renovação(2) Local M3/h recomendável Bancos Barbearias Salões de beleza Bares Cassinos-Grill-room Escritórios Públicos Privados Privados Estúdios Lojas Salas de hotéis Residências Restaurantes Salas de diretores Teatros-Cinemas-Auditórios Teatros-Cinemas-Auditórios Salas de aula Salas de reuniões Aplicações gerais Por pessoa (não fumando) Por pessoa (fumando) 17 25 17 68 45 25 42 51 35 17 51 35 25 85 13 25 50 85 13 68 Pessoa mínimo 13 17 13 42 35 17 25 42 25 13 42 17 20 50 8 17 40 50 8 42 Concentração de fumantes ocasional considerável ocasional alguns nenhum considerável nenhum ocasional grande alguns considerável muito grande nenhum alguns nenhum muito grande –

(2)

Fonte: ASHRAE Handbook of fundamentals – 1972.

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Tabela 5 – Níveis de ruído permissíveis(3) Finalidade do local Residências Casas particulares (zona rural e suburbana) Casas particulares (zona urbana) Apartamentos Hotéis Quartos individuais Salões de baile ou banquetes Corredores Garagens Cozinhas e lavanderias Escritórios Diretoria Sala de reuniões Gerência Sala de recepção Escritórios em geral Corredores Sala de computadores Auditórios e Salas de música Estúdios para gravação de som e salas para concertos musicais Teatros Cinemas, auditórios, anfiteatros Salas de leitura Igrejas e Escolas Templos Bibliotecas Salas de aula Laboratórios Corredores e salas de recreação Cozinhas Edifícios públicos Bibliotecas, museus Correios, bancos Banheiros e toaletes Restaurantes Restaurantes, boates Lanchonetes Lojas comerciais Lojas de muito público Lojas de pouco público Supermercados Ginásios esportivos cobertos Ginásios Piscinas Transportes Local de venda de passagens Salas de espera Áreas de produção Exposto durante 8h/dia Exposto durante 3h/dia

(A)

dBa(A) 25 – 30 30 – 40 35 – 45 35 – 45 35 – 45 40 – 50 45 – 55 45 – 55 25 – 35 30 – 40 35 – 45 35 – 50 40 – 50 40 – 55 45 – 65

NC(B) 20 – 30 25 – 35 30 – 40 30 – 40 30 – 40 35 – 45 40 – 50 40 – 50 20 – 30 25 – 35 30 – 40 30 – 45 35 – 45 35 – 50 40 – 60

20 – 30 30 – 35 35 – 45 40 – 50 25 – 35 35 – 45 35 – 45 40 – 50 45 – 55 45 – 55 35 – 45 40 -50 45 – 55 40 – 50 40 – 55 45 – 55 40 – 50 45 – 55 40 – 50 45 – 60 35 – 45 40 – 55 90 97

15 – 25 25 – 30 30 – 40 35 – 45 20 – 30 30 – 40 30 – 40 35 – 45 40 – 50 40 – 50 30 -40 35 – 45 40 -50 35 – 45 40 – 50 40 – 50 35 – 45 40 – 50 35 – 45 40 – 55 30 – 40 35 – 50

dBa – É o nível de ruído lido na escala A de um medidor de nível de som, que, por meio de um filtro eletrônico, despreza ruídos de baixa freqüência que, devido à baixa sensibilidade nesta faixa, não são perceptíveis pelo ouvido humano. (B) NC – É o valor obtido nas curvas de NC, quando traça-se o gráfico dos níveis medidos em bandas de oitava de freqüência. – O nível de ruído deve ser medido em 5 pontos do ambiente a 1,2 m do piso.

(3)

Fonte: ASHRAE Guide 1976 – Systems, Capítulo 35.

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Figura – Curva de critério de ruído(4)

(4)

Fonte: ASHRAE Handbook of fundamentals – 1972 – Capítulo 6.

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Tabela 6 – Condições externas para verão ( C)(5) Cidades I – Região Norte Macapá(AP) Manaus(AM) Santarém(PA) Belém(PA) II-Região Nordeste João Pessoa(PB) São Luiz(MA) Parnaíba(PI) Teresina(PI) Fortaleza(CE) Natal(RN) Recife(PE) Petrolina(PE) Maceió(AL) Salvador(BA) Aracaju(SE) III-Região Sudeste Vitória(ES) Belo Horizonte(MG) Uberlândia(MG) Rio de Janeiro(RJ) São Paulo(SP) Santos(SP) Campinas(SP) Pirassununga(SP) IV-Região Centro-Oeste Brasília(DF) Goiânia(GO) Cuiabá(MT) Campo Grande(MT) Ponta-Porã(MT) V-Região Sul Curitiba(PR) Londrina(PR) Foz do Iguaçu(PR) Florianópolis(SC) Joinville(SC) Blumenau(SC) Porto Alegre(RS) Santa Maria(RS) Rio Grande(RS) Pelotas(RS) Caxias do Sul(RS) Uruguaiana(RS) 30 31 34 32 32 32 34 35 30 32 29 34 23,5 23,5 27,0 26,0 26,0 26,0 26,0 25,5 24,5 25,5 22,0 25,5 33,3 34,0 38,0 36,0 36,0 36,0 39,0 40,0 34 35 35 33 32 33 34 38 32 32 32 36 33 32 32 33 32 33 35 31 33 33 33 32 33 36 34 32 28,5 29,0 28,5 27,0 26,0 28,0 28,0 28,0 26,0 27,0 26,0 25,5 27,0 26,0 26,0 28,0 24,0 23,5 26,5 24,0 27,0 24,0 24,0 23,5 26,0 27,0 25,0 26,0 34,7 36,9 37,3 34,9 33,9 35,2 40,3 32,4 32,7 32,6 38,4 35,0 33,6 36,1 35,5 37,6 39,4 34,9 37,7 37,4 37,8 34,8 37,3 39,0 37,0 35,8 TBS TBU Temperatura máxima

(5)

Fonte: Tabelas climatológicas da Diretoria de Rotas Aéreas, do Ministério da Aeronáutica.

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Tabela 7 – Condições externas para inverno(6) Cidades Aracaju(SE) Belém(PA) Belo Horizonte(MG) Blumenau(SC) Boa Vista(RR) Brasília(DF) Caxias do Sul(RS) Cuiabá(MT) Curitiba(PR) Florianópolis(SC) Fortaleza(CE) Goiânia(GO) João Pessoa(PB) Joinville(SC) Macapá(AP) Maceió(AL) Manaus(AM) Natal(RN) Pelotas(RS) Porto Alegre(RS) Porto Velho(RO) Recife(PE) Rio Branco(AC) Rio Grande(RS) Rio de Janeiro(RJ) Salvador(BA) Santa Maria (RS) São Luiz(MA) São Paulo(SP) Teresina(PI) Uruguaiana(RS) Vitória(ES) TBS ( C) 20 20 10 10 21 13 0 15 5 10 21 10 20 10 21 20 22 19 5 8 15 20 15 7 16 20 3 20 10 20 7 18 Umidade relativa(%) 78 80 75 80 80 65 90 75 80 80 80 65 77 80 80 78 80 80 80 80 80 78 80 90 78 80 80 80 70 75 80 78

(6)

Fonte: Tabelas climatológicas da Diretoria de Rotas Aéreas, Ministério da Aeronáutica e Instituto Nacional de Metrologia.

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Tabela 8 – Infiltração de ar A) Pelas frestas Tipo de abertura Janelas – comum – basculante – guilhotina com caixilho de madeira Mal ajustada Bem ajustada – guilhotina com caixilho metálico Sem vedação Com vedação Portas Mal ajustada Bem ajustada B) Pelas portas m3/h por pessoa Local Porta giratória (1,80 m) Bancos Barbearias Drogarias e Farmácias Escritórios de corretagem Escritórios privados Escritórios em geral Lojas em geral Restaurantes Lanchonetes C) Pelas portas abertas Porta até 90 cm Porta de 90 cm até 180 cm

(A)

Observação

m3/h por metro de fresta(A)

3,0 3,0 6,5 2,0 4,5 1,8 13,0 6,5

Porta de vai-e-vem (0,90 m) 14 9 12 9 4 7 14 4 9

11 7 10 9 12 3 7

– 1 350m3/h – 2 000 m3/h

Largura da fresta considerada de 4,5 mm.

Notas: a) Os valores das infiltrações pelas frestas são baseados na velocidade de 15 km/h para o vento. b) Os valores das infiltrações pelas portas são baseados em: – infiltrações de 2,2 m3/h e 3,4 m3/h, por pessoa que transpõe, respectivamente, porta giratória e porta vai-e-vem; – velocidade de vento nula; a infiltração, devida ao vento, pode ser desprezada no caso do resfriamento do ar, mas deve ser considerada no caso do aquecimento; – porta ou portas vai-e-vem situadas em única parede externa. c) Os valores das infiltrações pelas portas abertas são baseados em: – ausência de ventos; – somente uma porta aberta em uma parede externa. d) No caso de resfriamento, deve-se considerar com o valor mínimo da infiltração 1,5 renovações por hora de ar nos ambientes condicionados; entretanto, para grandes volumes com pequena ocupação em ambientes praticamente estanques, este limite pode ser reduzido a 1,5 para 1.

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3.1.5 Número de pessoas presentes nos recintos. Na falta de indicações precisas, são fornecidos valores aproximados na Tabela 9. 3.1.6 Carga total de energia elétrica, dissipada pela ilumi-

4.2.1 Calor sensível decorrente da transmissão pelas

paredes, pisos, tetos, vidros, etc.

4.2.2 Calor sensível decorrente da radiação solar sobre

os vidros e paredes externas bem como coberturas.

4.2.3 Calor sensível e calor latente decorrentes das pes-

nação artificial dos recintos. Na falta de indicações precisas são recomendados os valores aproximados da Tabela 10.

3.1.7 Existência de outras fontes de calor ou de frio, dentro

soas (ver Tabela 12).

4.2.4 Calor sensível e calor latente decorrentes da infiltra-

ção do ar existente pelas portas e janelas.

4.2.5 Calor sensível e calor latente introduzidos no sistema, pelo ar exterior admitido no condicionador de ar para fins de renovação. Quando a admissão de ar exterior suplantar os efeitos da infiltração, esta deve ser desprezada. 4.2.6 Calor sensível correspondente à carga de energia

dos recintos, ou possíveis influência de fontes externas. Na falta de indicações precisas, são recomendados os valores aproximados da Tabela 11.

4 Cálculo das cargas térmicas

4.1 As cargas térmicas devem ser calculadas individualmente para cada um dos recintos e consideradas as condições máximas existentes em períodos não obrigatoriamente simultâneos. 4.2 Para o verão devem ser calculadas separadamente as cargas de calor sensível e de calor latente a serem compensadas pelo resfriamento e desumidificação do ar, as quais se compõem das parcelas estabelecidas em 4.2.1 a 4.2.10.

elétrica dissipada na iluminação dos recintos. Em caso de iluminação fluorescente, deve ser computado também o calor produzido pelos reatores.

4.2.7 Calor sensível e calor latente fornecidos por outras

fontes de calor, eventualmente existentes no recinto.

4.2.8 Calor sensível introduzido no sistema pelo próprio

equipamento da instalação de condicionamento de ar, exceto quando o fabricante de condicionadores do tipo compacto auto-suficientes computar esse calor.

Tabela 9 – Valores para ocupação dos recintos Local Dormitórios Salas residenciais Salões de hotel Escritórios privados Escritórios em geral Bancos – recintos privados Bancos – recintos públicos Lojas de pouco público Lojas de muito público Restaurantes Boates Auditórios – Conferências Teatros – Cinemas m2/pessoa 10 8 6 8 6 7 4 5 3 2 1 1,5 0,75

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Tabela 10 – Energia dissipada pelas luminárias Local Tipos de iluminação Fluorescente Fluorescente Incandescente Fluorescente Nível de iluminação LUX 1000 1000 300 1000 Potência dissipada W/m2 40 50 30 35

Escritórios Lojas Residências Supermercados Barbearias e salões de beleza Cinemas e teatros Museus e bibliotecas Restaurantes

Fluorescente Incandescente Fluorescente Incandescente Fluorescente Incandescente Fluorescente

500 60 500 500 150 150 1000

20 15 45 70 15 25 35

Bancos Auditórios: a) Tribuna b) Platéia c) Sala de espera Hotéis: a) Banheiros b) Corredores c) Sala de leitura

Incandescente Incandescente Incandescente

1000 500 150

50 30 20

Incandescente Incandescente Fluorescente Incandescente Incandescente

150 100 500 500 500

25 15 45 70 35

d) Quartos e) Salas de reuniões – Platéia – Tablado f) Portaria e recepção

Incandescente Incandescente

150 500

20 30

Incandescente

250

35

Nota: Os valores de dissipação das lâmpadas fluorescentes já incluem os reatores.

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Tabela 11 – Calor liberado por fontes diversas kcal/h Equipamentos diversos Sensível Equipamento elétrico Aparelhos elétricos – por kW Forno elétrico – Serviço de cozinha por kW Torradeiras e aparelhos de grelhar por kW Mesa quente – por kW Cafeteiras – por litro Equipamento a gás GLP 50% butano + 50% propano por m3/h GLP (50/50%) por kg Bico de Bunsen – tamanho grande Fogão a gás – Serviço de restaurante por m2 superfície da mesa Banho-maria Por m2 de superfície superior Cafeteira – por litro Equipamentos a vapor Banho-maria por m2 de boca Alimentos Por pessoa (restaurante) Motores elétricos Potência (Placa) Eficiência aproximada (%) Por CV Por CV Por CV Por CV Por CV 60 70 80 85 88 1050 900 800 750 725 0 0 0 0 0 1050 900 800 750 725 7 7 14 1125 2625 3750 2130 150 1120 50 3250 200 10500 10500 21000 5540 9800 835 700 1200 215 6240 11000 1050 860 690 770 690 100 0 170 90 170 50 860 860 860 860 150 Latente Total

Até CV a 1 CV 1 a 5 CV 7 a 20 CV acima de 20 CV

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4.2.9 Calor sensível decorrente da transmissão das pare-

des dos dutos e tubulações.

4.2.10 Margem de segurança, a critério do projetista.

4.3.1 Calor sensível decorrente de transmissão pelas paredes, pisos, tetos, vidros, etc. 4.3.2 Calor sensível e umidificação decorrentes da

infil-

tração do ar exterior pelas portas e janelas.

4.3.3 Calor sensível e umidificação provenientes da

4.3 Para inverso, devem ser calculadas as cargas de calor sensível e de umidificação a serem compensadas pelo aquecimento e umidificação do ar; estas cargas são constituídas pelas parcelas estabelecidas em 4.3.1 a 4.3.5.

admissão de ar exterior no condicionador para fins de renovação. Quando a admissão de ar exterior suplantar os efeitos da infiltração, esta deve ser desprezada.

Tabela 12 – Calor liberado por pessoas (kcal/h) TBS Local Metabolismo Metabolismo médio (A) homem adulto S Teatro, escola primária Escola secundária Escr., hotéis, apartamentos, Univ. Supermercados varejistas, lojas Farmácias, drogarias Bancos Restaurante

(B)

28 L 44 55 S

27 L 39 52 S

26 L

24 S L 30 40 S

21 L 23 32

98 113 120

88 100

44 45

49 48

53 54

35 58 46 60

65 68

113 139 139 126 139 126 202 227 252 139 189 214 252

45

68

50

63

54

59 61

52

71

42

45

81

50

76

55

71 64

62

73

53

48

91

55

84

61

78 71

68

81 92

58 97

Fábrica, trabalho leve Salão de baile Fábrica, trabalho moderadamente pesado Boliches, fábricas, ginásios(C)

S = sensível L = latente

(A)

48 141 55 159 68 184

55 134 62 127 74 115

62 152 69 145 82 132 101 113 76 176 83 169 96 156 116 136

378

365

113 252 117 248 122 243 132 233 152 213

O Metabolismo médio corresponde a um grupo composto de adultos e crianças de ambos os sexos, nas proporções normais. Estes valores foram obtidos à base das seguintes hipóteses: – Metabolismo mulher adulta = metabolismo homem adulto x 0,85; – Metabolismo criança = metabolismo homem adulto x 0,75.

(B)

Estes valores compreendem 14 kcal/h (50% calor sensível e 50% calor latente) por ocupante, para levar em conta o calor desprendido pelos pratos. Boliche: admitindo uma pessoa jogando por pista e outros sentados (100 kcal/h) ou de pé (139 kcal/h).

(C)

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4.3.4 Quanto às demais fontes de calor sensível ou latente que integram as cargas térmicas a serem compensadas no verão, uma vez comprovada a permanência destas no período de inverno, podem ser deduzidas das cargas térmicas calculadas. 4.3.5 Margem de segurança, a critério do projetista.

6.2.3 Para aplicação de condensadores evaporativos, a

temperatura para o ar exterior obedece aos critérios de 6.2.1 e 6.2.2.

7 Dutos

7.1 A distribuição de ar, através de dutos, pode ser feita empregando baixa, média ou alta pressão e velocidade. A classificação de dutos é a seguinte: a) baixa pressão: pressões estáticas até 500 Pa e velocidade até 10 m/s; b) média pressão: pressões estáticas até 1500 Pa e velocidade acima de 10 m/s; c) alta pressão: pressões estáticas acima de 1500 Pa a 2500 Pa e velocidades acima de 10 m/s. 7.2 Para o dimensionamento dos dutos de baixa pressão, devem ser utilizados os valores recomendados na Tabela 13. No caso de ser necessário prever-se a instalação para funcionar alternadamente, para fins exclusivos de ventilação, sem recirculação de ar, os dutos de tomada de ar exterior devem ser dimensionados para o volume total do ar insuflado e previstos dispositivos para exaustão do ar através do retorno ou por outro meio tecnicamente satisfatório. 7.3 Na construção dos dutos de chapas de aço galvanizado e de alumínio devem ser respeitadas as bitolas recomendadas na Tabela 14. 7.4 O isolamento térmico dos dutos com barreira de vapor deverá ser utilizado sempre que ocorrer o risco de condensação na sua superfície externa. 7.5 A instalação de ar condicionado deve se enquadrar no código local de proteção contra incêndios.

5 Zoneamento dos recintos

5.1 Conhecidas as cargas térmicas individuais, os recintos devem ser zoneados termicamente, de forma que cada zona térmica seja constituída de recintos que apresentem as suas variações evoluindo de maneira semelhante. 5.2 No zoneamento, devem ainda ser considerados os períodos de utilização dos recintos e, sobretudo, a possibilidade de poluição do ar nestes. Recintos que apenas eventualmente sejam utilizados ou nos quais haja produção de tóxicos, odores, poeiras, fumaça, etc., devem sempre constituir zona em separado. 5.3 Estabelecido o zoneamento, devem ser previstos sistemas de controle e condicionamento de ar que permitam um controle individual por zona.

6 Escolha do tipo de instalação

6.1 As instalações de condicionamento de ar são, basicamente, classificadas em dois grupos conforme 6.1.1 e 6.1.2.

6.1.1 As de evaporação direta, onde o refrigerante entre em ebulição no próprio trocador de calor, o qual se encontra diretamente em contato com o ar a ser tratado. 6.1.2 As de evaporação indireta, onde existe um elemento intermediário, como a água ou salmoura, abastecido por uma central produtora de frio, alimentando os vários condicionadores de ar. 6.1.3 Em ambos os grupos, o aquecimento poderá tam-

8 Tubulações hidráulicas

8.1 As tubulações de água, utilizadas em condicionamento de ar, são essencialmente para três finalidades: água gelada, água quente e água de condensação. Para as duas primeiras, é necessário o isolamento térmico. 8.2 Em cada aparelho utilizador de água, deve haver válvulas para a regulagem e/ou balanceamento e desligamento do aparelho da rede; dispositivo para expurgo de ar e dispositivo para dreno de água condensada, quando necessário. 8.3 Para dimensionamento das tubulações de água, qualquer que seja sua finalidade, devem ser respeitados os diâmetros mínimos recomendados na Tabela 15.

bém ser direto ou indireto, quer por resistências elétricas, quer por trocadores de calor de água quente ou vapor ou utilizando o ciclo reverso de refrigeração. 6.2 As instalações de refrigeração se distinguem, entre outros critérios, pelo caráter do condensador quer pode ser resfriado a ar, à água ou do tipo evaporativo. São feitas as recomendações de 6.2.1 a 6.2.3 para cada caso.

6.2.1 Para cada aplicação de condensadores a ar, a temperatura admitida para o ar deve ser sempre superior à do termômetro seco do ar exterior estabelecida para base de cálculo das cargas térmicas. Recomenda-se ainda, tomar para cada região, uma temperatura do termômetro seco, entre a temperatura do projeto e a máxima da Tabela 6. 6.2.2 Para aplicação de condensadores à água, quando

9 Especificações

9.1 Os projetos devem incluir especificações gerais do equipamento a ser fornecido, indicando as suas condições de funcionamento e capacidade, que devem ser, no mínimo, iguais aos valores das cargas térmicas, cujos cálculos e tolerâncias de temperatura previstos devem ser apresentados. Nas instalações onde existe uma central frigorífica alimentando vários sistemas de condicionamento de ar, admite-se que a capacidade dessa central seja calculada em função da carga máxima simultânea requerida por todos os sistemas.

for usada água de abastecimento da cidade, água de poços ou água de mar, a temperatura admitida para a água deve ser igual à máxima verificada em qualquer época do ano. Quando a água de condensação for reaproveitada pelo emprego de uma torre ou qualquer outro processo de arrefecimento, a base de cálculo para a seleção deve ser a temperatura de bulbo úmido adotado no cálculo das cargas térmicas.

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9.2 Devem ser especificados também os tipos de controle previstos, não somente para as condições a serem mantidas em cada sistema de condicionamento de ar, como também para a central frigorífica, no caso das instalações indiretas. Devem, ainda, ser especificados os dispositivos de segurança exigidos para garantia do perfeito e seguro funcionamento da instalação. 9.3 Devem ainda ser especificados, nos projetos, os serviços complementares à carga da firma instaladora do condicionamento de ar e, sobretudo, relacionados os serviços que, apesar de necessários à instalação, ficarão a cargo do comprador.

10.2 Nas instalações projetadas para funcionamento apenas no verão, essas garantias ficam restritas às condições de 10.2.1 a 10.2.2.

10.2.1 Limitar, nos recintos condicionados, a temperatura

máxima do termômetro seco que for especificada, desde que não sejam ultrapassadas as condições admitidas para o ar exterior e demais elementos considerados como base de cálculo das cargas térmicas.

10.2.2 Limitar, nos recintos condicionados, a umidade

10 Termo de garantia

10.1O projeto exigirá do fornecedor da instalação de condicionamento de ar um termo de garantia, que defina precisamente os resultados a serem obtidos com a instalação.

relativa que for especificada, quando coexistirem as condições admitidas para o ar exterior e demais elementos considerados como base de cálculo das cargas térmicas.

Tabela 13 – Velocidades recomendadas e máximas para dutos de ar e equipamentos de sistemas de baixa pressão(7)

Recomendadas (m/s) Designação Residências Escolas, teatros e edifícios públicos Tomadas de ar exterior(A) Serpentinas(1) Resfriamento Aquecimento Lavadores de ar – Borrificador – alta velocidade Descarga do ventilador mín. máx. Dutos principais mín. máx. 2,50 2,25 2,25 2,50 5,00 8,00 3,50 4,50 2,50 2,50 2,50 2,50 6,50 10,00 5,00 6,50 Prédios Residências Escolas, teatros industriais e edifícios públicos 2,50 3,00 3,00 2,50 9,00 8,00 12,00 6,00 9,00 8,50 6,00 4,00 2,25 2,50 3,50 4,50 2,50 3,00 3,50 11,00 8,00 Prédios industriais 6,00 3,60 7,50 3,50 9,00 14,00 10,00 Máximas (m/s)

Ramais horizontais

mín. máx.

3,00 2,50

3,00 4,50 3,00 3,50

4,00 5,00 4,00

5,00 4,00

6,50 6,00

9,00 8,00

Ramais verticais

mín. máx.

(A)

Tomando como base a área de face e não a área livre.

Nota: Para sistemas de alta velocidade, consultar o ASHRAE Handbook of fundamentals.

(7)

ASHRAE Handbook of fundamentals 1972, Capítulo 25. ASHRAE systems 1975.

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Tabela 14 – Bitolas de chapas para a fabricação de dutos rígidos e sistemas de baixa pressão (pressão estática até 500 Pa e velocidade até 100 m/s) Espessuras Alumínio Bitola 24 22 20 18 16 mm 0,64 0,79 0,95 1,27 1,59 Aço galvanizado Bitola 26 24 22 20 18 mm 0,50 0,64 0,79 0,95 1,27 até 225 250 a 650 a 600 900 Helicoidal (mm) Circular Calandrado com costura longitudinal (mm) até 450 460 a 750 760 a 1150 1160 a 1500 1510 a 2300 Retangular Lado maior (mm)

até 300 310 a 750

760 a 1400 1410 a 2100 2110 a 3000

950 a 1250 1300 a 1500

Notas: a) Para detalhes de construção de dutos de baixa pressão, recomenda-se consultar o ASHRAE Guide and data Book Equipment e o ASHRAE Handbook of fundamentals, últimas edições. b) Para detalhes técnicos sobre dutos de média e alta pressão, recomenda-se consultar o ASHRAE Guide Equipment, o ASHRAE Handbook of fundamentals e os manuais da SMACNA (Sheet metal and air conditioning Contractor Association, Inc).

Tabela 15 – Parâmetros máximos para seleção da tubulação de água(8) Diâmetro do tubo (mm) (-) Vazão (m3/h) 1,5 3 6 9 17 28 48 90 143 215 Sistema fechado Velocidade (m/s) 1,2 1,5 1,7 1,9 2,2 2,5 2,8 3,1 3,1 3,2 Perda(A) (%) 10 10 10 10 10 10 10 9 7 5,5 Vazão (m3/h) 1,0 2,2 4 6 12 23 36 75 136 204 Sistema aberto Velocidade (m/s) 0,8 1,1 1,2 1,3 1,6 2,1 2,1 2,5 2,9 3,1 Perda(A) (%) 10 10 10 10 10 10 10 10 10 9

19 25 32 38 50 65 75 100 125 150

(A)

3/4 1 1.1/4 1.1/2 2 2.1/2 3 4 5 6

Perda em % do comprimento equivalente. – Para diâmetro acima de 150 mm, a velocidade da água limita-se em 3,3 m/s.

(8)

As vazões indicadas referem-se a tubos classe DIN 2440. Para tubos de parede mais espessa, prevalecem os valores limites de velocidades da Tabela.

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10.3 Nas instalações projetadas para funcionamento no verão e no inverno, devem ser acrescidas as seguintes garantias prescritas em 10.3.1e 10.3.2.

10.3.1 Limitar, nos recintos condicionados, a temperatura

11 Influências sobre o ambiente externo

O projetista e o instalador devem tomar as precauções necessárias a fim de que a instalação de ar-condicionado não ocasione influências prejudiciais à vizinhança no que se refere a ruído, temperatura, umidade e velocidade do ar. 11.1 O projeto e as especificações técnicas dos materiais e equipamentos devem conter as exigências mínimas a serem cumpridas pelo instalador. Por ocasião da conclusão de instalação, as condições especificadas deverão ser obtidas caso as condições externas de projeto não sejam ultrapassadas. 11.2 Os parâmetros básicos, quando da conclusão dos serviços, o instalador deverá proceder aos testes de desempenho especificados pelo projetista.

mínima do termômetro seco que for especificada para o inverno, desde que a temperatura do ar exterior não seja inferior à admitida no cálculo das cargas térmicas.

10.3.2 Limitar, nos recintos condicionados, a umidade rela-

tiva mínima que for especificada, desde que a temperatura e a umidade relativa do ar exterior sejam as admitidas no cálculo das cargas térmicas. 10.4 O termo de garantia deve também indicar o prazo de garantia para cada parte do equipamento que eventualmente seja diferente, bem como especificar os acessórios excluídos.

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Instalações centrais de ar-condicionado para conforto Parâmetros básicos de projeto

Procedimento Origem: ABNT – NB-10/1978 CB-04 – Comitê Brasileiro de Máquinas e Equipamentos Mecânicos CE-04:08.04 – Comissão de Estudo de Ar-Condicionado Comercial e Central NBR 6401 – Air-conditioning system – Central air units – Basic parameters for design – Procedure Descriptors: Air-conditioning. Central air Palavras-chave: Ar-condicionado. Central. Parâmetro. Conforto 17 páginas

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SUMÁRIO

1 Objetivo 2 Condições a serem estabelecidas para os recintos 3 Elementos para base de cálculo 4 Cálculo das cargas térmicas 5 Zoneamento dos recintos 6 Escolha do tipo de instalação 7 Dutos 8 Tubulações hidráulicas 9 Especificações 10 Termo de garantia 11 Influências sobre o ambiente externo

2 Condições a serem estabelecidas para os recintos

2.1 O condicionamento de ar, qualquer que seja a finalidade a que se destine, implica preliminarmente a limitação entre os seguintes valores preestabelecidos das grandezas discriminadas, representativos das condições que devem coexistir nos recintos, no período de tempo em que se considera a aplicação do processo: a) temperatura do ar no termômetro de bulbo seco; b) umidade relativa do ar; c) movimentação do ar; d) grau de pureza do ar; e) nível de ruído admissível; f) porcentagem ou volume de renovação de ar. 2.2 Devem ser usados os critérios descritos em 2.2.1 a 2.2.5 para a fixação dos valores estabelecidos em 2.1.

2.2.1 As temperaturas dos bulbos seco e úmido do ar de-

1 Objetivo

1.1 Esta Norma estabelece as bases fundamentais para a elaboração de projetos de instalações de unidades com capacidade individual a partir de 9000 kcal/h. 1.2 As condições estabelecidas nesta Norma são as mínimas exigidas para que se possam obter resultados satisfatórios em instalações desse gênero, não impedindo, porém, quaisquer outros aprimoramentos da técnica de condicionamento de ar. 1.3 Nos casos especiais, em que a Norma não for integralmente obedecida, deve constar, no projeto elaborado, a justificativa relativa a todos os pontos que dela divergirem. 1.4 Na elaboração desta Norma, foi adotado o critério de considerar o ar-condicionado de um modo geral; casos especiais, como hospitais, computadores e outros, serão objetos de normas específicas.

verão, na falta de informações específicas, ser escolhidas de acordo com as Tabelas 1 e 2.

2.2.2 A diferença entre as temperaturas do termômetro de

bulbo seco, simultâneas, entre dois pontos quaisquer de um recinto, ao nível de 1,5 m, não deve ser superior a 2 C, não devendo a medida de temperatura ser feita junto a janelas e portas sujeitas a radiação solar direta.

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2.2.3 A velocidade do ar, ao nível de 1,5 m, não deve ser inferior a 0,025m/s nem superior a 0,25 m/s. Estes valores são considerados médios quando medidos com instrumentos de alta sensibilidade. 2.2.4 O ar insuflado deve ser totalmente filtrado e parcialmente renovado. A Tabela 3 mostra as aplicações típicas de filtros, conforme sua eficiência, servindo como recomendação para a sua seleção. Na Tabela 4, são apresentados valores recomendados para renovação de ar em aplicações normais em que não sejam utilizados processos especiais de purificação do ar. 2.2.5 Os níveis de ruído permissíveis, decorrentes da insta-

3.1.1 Condições do ar exterior, consideradas simultanea-

mente as temperaturas do termômetro de bulbo seco e do termômetro de bulbo úmido. Nas Tabelas 6 e 7 são fornecidas condições recomendadas para várias cidades, as quais devem ser utilizadas, na falta de indicações específicas.

3.1.2 Natureza da construção das paredes, pisos e tetos;

tipos de vidros empregados e temperaturas dos recintos contíguos.

3.1.3 Orientação dos recintos e tipo de proteção existente

lação de condicionamento de ar, na falta de informações, estão indicados na Tabela 5 e Figura.

em relação à radiação solar.

3.1.4 Possibilidade de infiltração do ar exterior pelas portas

3 Elementos para base de cálculo

3.1 Para base de cálculo das cargas térmicas, devem ser pesquisados os elementos de coexistência provável, durante o período de aplicação do processo estabelecido em 3.1.1 a 3.1.7.

e janelas. Na Tabela 8, são apresentados valores recomendados para base de cálculo de acordo com a utilização dos recintos.

Tabela 1 – Condições internas para verão

Recomendável Finalidade Local (A) TBS ( C) Residências Hotéis Escritórios Escolas Bancos Barbearias Cabeleireiros Lojas Magazines Supermercados Teatros Auditórios Templos Cinemas Bares Lanchonetes Restaurantes Bibliotecas Estúdios de TV Boates Salões de baile Depósitos de livros, manuscritos, obras raras Museus e galerias de arte Halls de elevadores (B) UR (%) (A) TBS ( C) (B) UR (%) Máxima

Conforto

23 a 25

40 a 60

26,5

65

Lojas de curto tempo de ocupação

24 a 26

40 a 60

27

65

Ambientes com grandes cargas de calor latente e/ou sensível

24 a 26

40 a 65

27

65

Locais de reuniões com movimento

24 a 26

40 a 65

27

65

21 a 23(C) 21 a 23(C)

40 a 50(C) 50 a 55(C)

Ambientes de Arte Acesso

(A) (B)

28

70

TBS = temperatura de bulbo seco ( C). UR = umidade relativa (%). (C) * = condições constantes para o ano inteiro.

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3

Tabela 2 – Condições internas para inverno TBS( C) 20 – 22 UR (%) 35 – 657

Tabela 3 – Recomendações para aplicações de filtros de ar(1)

Classe de filtro(2) Eficiência Obs,3,4,5 (%) 30 – 59 Aplicações principais

Características

GO

Boa eficiência contra insetos e relativa contra poeira grossa. Eficiência reduzida contra pólen de plantas e quase nula contra poeira atmosférica Boa eficiência contra poeira grossa e relativa contra pólen de plantas. Eficiência reduzida contra poeira atmosférica Alta eficiência contra poeira grossa. Boa eficiência contra pólen de plantas e relativa contra a fração grossa (75 ) da poeira atmosférica Boa eficiência contra a fração grossa ( 5 ) da poeira atmosférica

Condicionadores tipo janela

Condicionadores tipo compacto (self contained)

GI

60 – 74

G2

75 – 84

Condicionadores de sistemas centrais

G3

85 e acima

Condicionadores dos sistemas centrais pré-filtragem para filtros finos F2 e F3 Condicionadores de sistemas centrais para exigências altas. Pré-filtragem para filtros finos F3 Condicionadores de sistemas centrais para exigências altas. Pré-filtragem para filtros absolutos

F1

40 – 69

Eficiência satisfatória contra a fração fina (1 – 5 ) da poeira atmosférica. Pouca eficiência contra fumaças de óleo e tabaco Boa eficiência contra a fração fina (1 – 5 ) da poeira atmosférica. Alguma eficiência contra fumaças de óleo e tabaco

F2

70 – 89

F3

90 e acima

Alta eficiência contra a fracão fina (1 – 5 ) da poeira atmosférica. Eficiência satisfatória contra fumaças de óleo e tabaco. Razoavelmente eficiente contra bactérias e fungos microscópicos Boa eficiência contra a fração ultrafina ( 1 ) da poeira atmosférica, fumaças de óleo e tabaco, bactérias e fungos microscópicos Alta eficiência contra a fração ultrafina ( 1 ) da poeira atmosférica, fumaças de óleo e tabaco, bactérias e fungos microscópicos

Pré-filtro para filtros absolutos. Precisa pré-filtragem, por sua vez

Al

85 – 97,9

Salas com controle de teor de poeira. Precisa pré-filtragem Salas com controle de teor de poeira, zonas assépticas de hospitais (exigências altas). Precisa pré-filtragem

A2

98 – 99,96

/continua

(1)

As recomendações baseiam-se nas da ASHRAE e também nas seguintes: – para filtros grossos e finos: na diretriz SWKI 68-3 da Associação Suíça de Engenheiros de Aquecimento e Condicionamento de Ar (SWKI). – para filtros absolutos: no projeto de norma DIN 24184 de julho de 1972 da Associação dos Engenheiros Alemães (VDI).

(2)

Fonte: ASHRAE Handbook of fundamentals – 1972.

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/continuação Classe de filtro(2) Eficiência Obs,3,4,5 (%) Características Aplicações principais

A3

99,97 e acima

Eficiência excelente contra a fração ultrafina ( 1 ) da poeira atmosférica, fumaças de óleo e tabaco, bactérias, fungos microscópicos e vírus

Salas limpas das classes 100, 10000 e 100000 (Nota e). Salas e cabinas estéreis para operações cirúrgicas e ortopédicas (exigências particularmente altas). Todas as instalações que requerem teste de estanqueidade (leak test). Precisa pré-filtragem

Notas: a) Os filtros são divididos em três classes: grossos (prefi-xo G), finos (prefixo F) e absolutos (prefixo A). b) Para filtros grossos (GO-G3); teste gravimétrico conforme AFII do American Filter Institute ou ASHRAE 52-68. c) Para filtros finos (F1-F3): teste calorimétrico conforme AFI – Dust sport do American Filter Institute ou ASHRAE 52-68. d) Para filtros absolutos (A1-A3): teste fotométrico DOP TEST ou conforme U.S. Military Standard-MS 282, ou da chama de sódio – British Standard-BS 3928. e) Classificação das câmaras limpas conforme U.S. Federal; Standard 209 b de 24.04.1973.

Tabela 4 – Ar exterior para renovação(2) Local M3/h recomendável Bancos Barbearias Salões de beleza Bares Cassinos-Grill-room Escritórios Públicos Privados Privados Estúdios Lojas Salas de hotéis Residências Restaurantes Salas de diretores Teatros-Cinemas-Auditórios Teatros-Cinemas-Auditórios Salas de aula Salas de reuniões Aplicações gerais Por pessoa (não fumando) Por pessoa (fumando) 17 25 17 68 45 25 42 51 35 17 51 35 25 85 13 25 50 85 13 68 Pessoa mínimo 13 17 13 42 35 17 25 42 25 13 42 17 20 50 8 17 40 50 8 42 Concentração de fumantes ocasional considerável ocasional alguns nenhum considerável nenhum ocasional grande alguns considerável muito grande nenhum alguns nenhum muito grande –

(2)

Fonte: ASHRAE Handbook of fundamentals – 1972.

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5

Tabela 5 – Níveis de ruído permissíveis(3) Finalidade do local Residências Casas particulares (zona rural e suburbana) Casas particulares (zona urbana) Apartamentos Hotéis Quartos individuais Salões de baile ou banquetes Corredores Garagens Cozinhas e lavanderias Escritórios Diretoria Sala de reuniões Gerência Sala de recepção Escritórios em geral Corredores Sala de computadores Auditórios e Salas de música Estúdios para gravação de som e salas para concertos musicais Teatros Cinemas, auditórios, anfiteatros Salas de leitura Igrejas e Escolas Templos Bibliotecas Salas de aula Laboratórios Corredores e salas de recreação Cozinhas Edifícios públicos Bibliotecas, museus Correios, bancos Banheiros e toaletes Restaurantes Restaurantes, boates Lanchonetes Lojas comerciais Lojas de muito público Lojas de pouco público Supermercados Ginásios esportivos cobertos Ginásios Piscinas Transportes Local de venda de passagens Salas de espera Áreas de produção Exposto durante 8h/dia Exposto durante 3h/dia

(A)

dBa(A) 25 – 30 30 – 40 35 – 45 35 – 45 35 – 45 40 – 50 45 – 55 45 – 55 25 – 35 30 – 40 35 – 45 35 – 50 40 – 50 40 – 55 45 – 65

NC(B) 20 – 30 25 – 35 30 – 40 30 – 40 30 – 40 35 – 45 40 – 50 40 – 50 20 – 30 25 – 35 30 – 40 30 – 45 35 – 45 35 – 50 40 – 60

20 – 30 30 – 35 35 – 45 40 – 50 25 – 35 35 – 45 35 – 45 40 – 50 45 – 55 45 – 55 35 – 45 40 -50 45 – 55 40 – 50 40 – 55 45 – 55 40 – 50 45 – 55 40 – 50 45 – 60 35 – 45 40 – 55 90 97

15 – 25 25 – 30 30 – 40 35 – 45 20 – 30 30 – 40 30 – 40 35 – 45 40 – 50 40 – 50 30 -40 35 – 45 40 -50 35 – 45 40 – 50 40 – 50 35 – 45 40 – 50 35 – 45 40 – 55 30 – 40 35 – 50

dBa – É o nível de ruído lido na escala A de um medidor de nível de som, que, por meio de um filtro eletrônico, despreza ruídos de baixa freqüência que, devido à baixa sensibilidade nesta faixa, não são perceptíveis pelo ouvido humano. (B) NC – É o valor obtido nas curvas de NC, quando traça-se o gráfico dos níveis medidos em bandas de oitava de freqüência. – O nível de ruído deve ser medido em 5 pontos do ambiente a 1,2 m do piso.

(3)

Fonte: ASHRAE Guide 1976 – Systems, Capítulo 35.

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Figura – Curva de critério de ruído(4)

(4)

Fonte: ASHRAE Handbook of fundamentals – 1972 – Capítulo 6.

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Tabela 6 – Condições externas para verão ( C)(5) Cidades I – Região Norte Macapá(AP) Manaus(AM) Santarém(PA) Belém(PA) II-Região Nordeste João Pessoa(PB) São Luiz(MA) Parnaíba(PI) Teresina(PI) Fortaleza(CE) Natal(RN) Recife(PE) Petrolina(PE) Maceió(AL) Salvador(BA) Aracaju(SE) III-Região Sudeste Vitória(ES) Belo Horizonte(MG) Uberlândia(MG) Rio de Janeiro(RJ) São Paulo(SP) Santos(SP) Campinas(SP) Pirassununga(SP) IV-Região Centro-Oeste Brasília(DF) Goiânia(GO) Cuiabá(MT) Campo Grande(MT) Ponta-Porã(MT) V-Região Sul Curitiba(PR) Londrina(PR) Foz do Iguaçu(PR) Florianópolis(SC) Joinville(SC) Blumenau(SC) Porto Alegre(RS) Santa Maria(RS) Rio Grande(RS) Pelotas(RS) Caxias do Sul(RS) Uruguaiana(RS) 30 31 34 32 32 32 34 35 30 32 29 34 23,5 23,5 27,0 26,0 26,0 26,0 26,0 25,5 24,5 25,5 22,0 25,5 33,3 34,0 38,0 36,0 36,0 36,0 39,0 40,0 34 35 35 33 32 33 34 38 32 32 32 36 33 32 32 33 32 33 35 31 33 33 33 32 33 36 34 32 28,5 29,0 28,5 27,0 26,0 28,0 28,0 28,0 26,0 27,0 26,0 25,5 27,0 26,0 26,0 28,0 24,0 23,5 26,5 24,0 27,0 24,0 24,0 23,5 26,0 27,0 25,0 26,0 34,7 36,9 37,3 34,9 33,9 35,2 40,3 32,4 32,7 32,6 38,4 35,0 33,6 36,1 35,5 37,6 39,4 34,9 37,7 37,4 37,8 34,8 37,3 39,0 37,0 35,8 TBS TBU Temperatura máxima

(5)

Fonte: Tabelas climatológicas da Diretoria de Rotas Aéreas, do Ministério da Aeronáutica.

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Tabela 7 – Condições externas para inverno(6) Cidades Aracaju(SE) Belém(PA) Belo Horizonte(MG) Blumenau(SC) Boa Vista(RR) Brasília(DF) Caxias do Sul(RS) Cuiabá(MT) Curitiba(PR) Florianópolis(SC) Fortaleza(CE) Goiânia(GO) João Pessoa(PB) Joinville(SC) Macapá(AP) Maceió(AL) Manaus(AM) Natal(RN) Pelotas(RS) Porto Alegre(RS) Porto Velho(RO) Recife(PE) Rio Branco(AC) Rio Grande(RS) Rio de Janeiro(RJ) Salvador(BA) Santa Maria (RS) São Luiz(MA) São Paulo(SP) Teresina(PI) Uruguaiana(RS) Vitória(ES) TBS ( C) 20 20 10 10 21 13 0 15 5 10 21 10 20 10 21 20 22 19 5 8 15 20 15 7 16 20 3 20 10 20 7 18 Umidade relativa(%) 78 80 75 80 80 65 90 75 80 80 80 65 77 80 80 78 80 80 80 80 80 78 80 90 78 80 80 80 70 75 80 78

(6)

Fonte: Tabelas climatológicas da Diretoria de Rotas Aéreas, Ministério da Aeronáutica e Instituto Nacional de Metrologia.

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Tabela 8 – Infiltração de ar A) Pelas frestas Tipo de abertura Janelas – comum – basculante – guilhotina com caixilho de madeira Mal ajustada Bem ajustada – guilhotina com caixilho metálico Sem vedação Com vedação Portas Mal ajustada Bem ajustada B) Pelas portas m3/h por pessoa Local Porta giratória (1,80 m) Bancos Barbearias Drogarias e Farmácias Escritórios de corretagem Escritórios privados Escritórios em geral Lojas em geral Restaurantes Lanchonetes C) Pelas portas abertas Porta até 90 cm Porta de 90 cm até 180 cm

(A)

Observação

m3/h por metro de fresta(A)

3,0 3,0 6,5 2,0 4,5 1,8 13,0 6,5

Porta de vai-e-vem (0,90 m) 14 9 12 9 4 7 14 4 9

11 7 10 9 12 3 7

– 1 350m3/h – 2 000 m3/h

Largura da fresta considerada de 4,5 mm.

Notas: a) Os valores das infiltrações pelas frestas são baseados na velocidade de 15 km/h para o vento. b) Os valores das infiltrações pelas portas são baseados em: – infiltrações de 2,2 m3/h e 3,4 m3/h, por pessoa que transpõe, respectivamente, porta giratória e porta vai-e-vem; – velocidade de vento nula; a infiltração, devida ao vento, pode ser desprezada no caso do resfriamento do ar, mas deve ser considerada no caso do aquecimento; – porta ou portas vai-e-vem situadas em única parede externa. c) Os valores das infiltrações pelas portas abertas são baseados em: – ausência de ventos; – somente uma porta aberta em uma parede externa. d) No caso de resfriamento, deve-se considerar com o valor mínimo da infiltração 1,5 renovações por hora de ar nos ambientes condicionados; entretanto, para grandes volumes com pequena ocupação em ambientes praticamente estanques, este limite pode ser reduzido a 1,5 para 1.

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3.1.5 Número de pessoas presentes nos recintos. Na falta de indicações precisas, são fornecidos valores aproximados na Tabela 9. 3.1.6 Carga total de energia elétrica, dissipada pela ilumi-

4.2.1 Calor sensível decorrente da transmissão pelas

paredes, pisos, tetos, vidros, etc.

4.2.2 Calor sensível decorrente da radiação solar sobre

os vidros e paredes externas bem como coberturas.

4.2.3 Calor sensível e calor latente decorrentes das pes-

nação artificial dos recintos. Na falta de indicações precisas são recomendados os valores aproximados da Tabela 10.

3.1.7 Existência de outras fontes de calor ou de frio, dentro

soas (ver Tabela 12).

4.2.4 Calor sensível e calor latente decorrentes da infiltra-

ção do ar existente pelas portas e janelas.

4.2.5 Calor sensível e calor latente introduzidos no sistema, pelo ar exterior admitido no condicionador de ar para fins de renovação. Quando a admissão de ar exterior suplantar os efeitos da infiltração, esta deve ser desprezada. 4.2.6 Calor sensível correspondente à carga de energia

dos recintos, ou possíveis influência de fontes externas. Na falta de indicações precisas, são recomendados os valores aproximados da Tabela 11.

4 Cálculo das cargas térmicas

4.1 As cargas térmicas devem ser calculadas individualmente para cada um dos recintos e consideradas as condições máximas existentes em períodos não obrigatoriamente simultâneos. 4.2 Para o verão devem ser calculadas separadamente as cargas de calor sensível e de calor latente a serem compensadas pelo resfriamento e desumidificação do ar, as quais se compõem das parcelas estabelecidas em 4.2.1 a 4.2.10.

elétrica dissipada na iluminação dos recintos. Em caso de iluminação fluorescente, deve ser computado também o calor produzido pelos reatores.

4.2.7 Calor sensível e calor latente fornecidos por outras

fontes de calor, eventualmente existentes no recinto.

4.2.8 Calor sensível introduzido no sistema pelo próprio

equipamento da instalação de condicionamento de ar, exceto quando o fabricante de condicionadores do tipo compacto auto-suficientes computar esse calor.

Tabela 9 – Valores para ocupação dos recintos Local Dormitórios Salas residenciais Salões de hotel Escritórios privados Escritórios em geral Bancos – recintos privados Bancos – recintos públicos Lojas de pouco público Lojas de muito público Restaurantes Boates Auditórios – Conferências Teatros – Cinemas m2/pessoa 10 8 6 8 6 7 4 5 3 2 1 1,5 0,75

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Tabela 10 – Energia dissipada pelas luminárias Local Tipos de iluminação Fluorescente Fluorescente Incandescente Fluorescente Nível de iluminação LUX 1000 1000 300 1000 Potência dissipada W/m2 40 50 30 35

Escritórios Lojas Residências Supermercados Barbearias e salões de beleza Cinemas e teatros Museus e bibliotecas Restaurantes

Fluorescente Incandescente Fluorescente Incandescente Fluorescente Incandescente Fluorescente

500 60 500 500 150 150 1000

20 15 45 70 15 25 35

Bancos Auditórios: a) Tribuna b) Platéia c) Sala de espera Hotéis: a) Banheiros b) Corredores c) Sala de leitura

Incandescente Incandescente Incandescente

1000 500 150

50 30 20

Incandescente Incandescente Fluorescente Incandescente Incandescente

150 100 500 500 500

25 15 45 70 35

d) Quartos e) Salas de reuniões – Platéia – Tablado f) Portaria e recepção

Incandescente Incandescente

150 500

20 30

Incandescente

250

35

Nota: Os valores de dissipação das lâmpadas fluorescentes já incluem os reatores.

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Tabela 11 – Calor liberado por fontes diversas kcal/h Equipamentos diversos Sensível Equipamento elétrico Aparelhos elétricos – por kW Forno elétrico – Serviço de cozinha por kW Torradeiras e aparelhos de grelhar por kW Mesa quente – por kW Cafeteiras – por litro Equipamento a gás GLP 50% butano + 50% propano por m3/h GLP (50/50%) por kg Bico de Bunsen – tamanho grande Fogão a gás – Serviço de restaurante por m2 superfície da mesa Banho-maria Por m2 de superfície superior Cafeteira – por litro Equipamentos a vapor Banho-maria por m2 de boca Alimentos Por pessoa (restaurante) Motores elétricos Potência (Placa) Eficiência aproximada (%) Por CV Por CV Por CV Por CV Por CV 60 70 80 85 88 1050 900 800 750 725 0 0 0 0 0 1050 900 800 750 725 7 7 14 1125 2625 3750 2130 150 1120 50 3250 200 10500 10500 21000 5540 9800 835 700 1200 215 6240 11000 1050 860 690 770 690 100 0 170 90 170 50 860 860 860 860 150 Latente Total

Até CV a 1 CV 1 a 5 CV 7 a 20 CV acima de 20 CV

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4.2.9 Calor sensível decorrente da transmissão das pare-

des dos dutos e tubulações.

4.2.10 Margem de segurança, a critério do projetista.

4.3.1 Calor sensível decorrente de transmissão pelas paredes, pisos, tetos, vidros, etc. 4.3.2 Calor sensível e umidificação decorrentes da

infil-

tração do ar exterior pelas portas e janelas.

4.3.3 Calor sensível e umidificação provenientes da

4.3 Para inverso, devem ser calculadas as cargas de calor sensível e de umidificação a serem compensadas pelo aquecimento e umidificação do ar; estas cargas são constituídas pelas parcelas estabelecidas em 4.3.1 a 4.3.5.

admissão de ar exterior no condicionador para fins de renovação. Quando a admissão de ar exterior suplantar os efeitos da infiltração, esta deve ser desprezada.

Tabela 12 – Calor liberado por pessoas (kcal/h) TBS Local Metabolismo Metabolismo médio (A) homem adulto S Teatro, escola primária Escola secundária Escr., hotéis, apartamentos, Univ. Supermercados varejistas, lojas Farmácias, drogarias Bancos Restaurante

(B)

28 L 44 55 S

27 L 39 52 S

26 L

24 S L 30 40 S

21 L 23 32

98 113 120

88 100

44 45

49 48

53 54

35 58 46 60

65 68

113 139 139 126 139 126 202 227 252 139 189 214 252

45

68

50

63

54

59 61

52

71

42

45

81

50

76

55

71 64

62

73

53

48

91

55

84

61

78 71

68

81 92

58 97

Fábrica, trabalho leve Salão de baile Fábrica, trabalho moderadamente pesado Boliches, fábricas, ginásios(C)

S = sensível L = latente

(A)

48 141 55 159 68 184

55 134 62 127 74 115

62 152 69 145 82 132 101 113 76 176 83 169 96 156 116 136

378

365

113 252 117 248 122 243 132 233 152 213

O Metabolismo médio corresponde a um grupo composto de adultos e crianças de ambos os sexos, nas proporções normais. Estes valores foram obtidos à base das seguintes hipóteses: – Metabolismo mulher adulta = metabolismo homem adulto x 0,85; – Metabolismo criança = metabolismo homem adulto x 0,75.

(B)

Estes valores compreendem 14 kcal/h (50% calor sensível e 50% calor latente) por ocupante, para levar em conta o calor desprendido pelos pratos. Boliche: admitindo uma pessoa jogando por pista e outros sentados (100 kcal/h) ou de pé (139 kcal/h).

(C)

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4.3.4 Quanto às demais fontes de calor sensível ou latente que integram as cargas térmicas a serem compensadas no verão, uma vez comprovada a permanência destas no período de inverno, podem ser deduzidas das cargas térmicas calculadas. 4.3.5 Margem de segurança, a critério do projetista.

6.2.3 Para aplicação de condensadores evaporativos, a

temperatura para o ar exterior obedece aos critérios de 6.2.1 e 6.2.2.

7 Dutos

7.1 A distribuição de ar, através de dutos, pode ser feita empregando baixa, média ou alta pressão e velocidade. A classificação de dutos é a seguinte: a) baixa pressão: pressões estáticas até 500 Pa e velocidade até 10 m/s; b) média pressão: pressões estáticas até 1500 Pa e velocidade acima de 10 m/s; c) alta pressão: pressões estáticas acima de 1500 Pa a 2500 Pa e velocidades acima de 10 m/s. 7.2 Para o dimensionamento dos dutos de baixa pressão, devem ser utilizados os valores recomendados na Tabela 13. No caso de ser necessário prever-se a instalação para funcionar alternadamente, para fins exclusivos de ventilação, sem recirculação de ar, os dutos de tomada de ar exterior devem ser dimensionados para o volume total do ar insuflado e previstos dispositivos para exaustão do ar através do retorno ou por outro meio tecnicamente satisfatório. 7.3 Na construção dos dutos de chapas de aço galvanizado e de alumínio devem ser respeitadas as bitolas recomendadas na Tabela 14. 7.4 O isolamento térmico dos dutos com barreira de vapor deverá ser utilizado sempre que ocorrer o risco de condensação na sua superfície externa. 7.5 A instalação de ar condicionado deve se enquadrar no código local de proteção contra incêndios.

5 Zoneamento dos recintos

5.1 Conhecidas as cargas térmicas individuais, os recintos devem ser zoneados termicamente, de forma que cada zona térmica seja constituída de recintos que apresentem as suas variações evoluindo de maneira semelhante. 5.2 No zoneamento, devem ainda ser considerados os períodos de utilização dos recintos e, sobretudo, a possibilidade de poluição do ar nestes. Recintos que apenas eventualmente sejam utilizados ou nos quais haja produção de tóxicos, odores, poeiras, fumaça, etc., devem sempre constituir zona em separado. 5.3 Estabelecido o zoneamento, devem ser previstos sistemas de controle e condicionamento de ar que permitam um controle individual por zona.

6 Escolha do tipo de instalação

6.1 As instalações de condicionamento de ar são, basicamente, classificadas em dois grupos conforme 6.1.1 e 6.1.2.

6.1.1 As de evaporação direta, onde o refrigerante entre em ebulição no próprio trocador de calor, o qual se encontra diretamente em contato com o ar a ser tratado. 6.1.2 As de evaporação indireta, onde existe um elemento intermediário, como a água ou salmoura, abastecido por uma central produtora de frio, alimentando os vários condicionadores de ar. 6.1.3 Em ambos os grupos, o aquecimento poderá tam-

8 Tubulações hidráulicas

8.1 As tubulações de água, utilizadas em condicionamento de ar, são essencialmente para três finalidades: água gelada, água quente e água de condensação. Para as duas primeiras, é necessário o isolamento térmico. 8.2 Em cada aparelho utilizador de água, deve haver válvulas para a regulagem e/ou balanceamento e desligamento do aparelho da rede; dispositivo para expurgo de ar e dispositivo para dreno de água condensada, quando necessário. 8.3 Para dimensionamento das tubulações de água, qualquer que seja sua finalidade, devem ser respeitados os diâmetros mínimos recomendados na Tabela 15.

bém ser direto ou indireto, quer por resistências elétricas, quer por trocadores de calor de água quente ou vapor ou utilizando o ciclo reverso de refrigeração. 6.2 As instalações de refrigeração se distinguem, entre outros critérios, pelo caráter do condensador quer pode ser resfriado a ar, à água ou do tipo evaporativo. São feitas as recomendações de 6.2.1 a 6.2.3 para cada caso.

6.2.1 Para cada aplicação de condensadores a ar, a temperatura admitida para o ar deve ser sempre superior à do termômetro seco do ar exterior estabelecida para base de cálculo das cargas térmicas. Recomenda-se ainda, tomar para cada região, uma temperatura do termômetro seco, entre a temperatura do projeto e a máxima da Tabela 6. 6.2.2 Para aplicação de condensadores à água, quando

9 Especificações

9.1 Os projetos devem incluir especificações gerais do equipamento a ser fornecido, indicando as suas condições de funcionamento e capacidade, que devem ser, no mínimo, iguais aos valores das cargas térmicas, cujos cálculos e tolerâncias de temperatura previstos devem ser apresentados. Nas instalações onde existe uma central frigorífica alimentando vários sistemas de condicionamento de ar, admite-se que a capacidade dessa central seja calculada em função da carga máxima simultânea requerida por todos os sistemas.

for usada água de abastecimento da cidade, água de poços ou água de mar, a temperatura admitida para a água deve ser igual à máxima verificada em qualquer época do ano. Quando a água de condensação for reaproveitada pelo emprego de uma torre ou qualquer outro processo de arrefecimento, a base de cálculo para a seleção deve ser a temperatura de bulbo úmido adotado no cálculo das cargas térmicas.

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9.2 Devem ser especificados também os tipos de controle previstos, não somente para as condições a serem mantidas em cada sistema de condicionamento de ar, como também para a central frigorífica, no caso das instalações indiretas. Devem, ainda, ser especificados os dispositivos de segurança exigidos para garantia do perfeito e seguro funcionamento da instalação. 9.3 Devem ainda ser especificados, nos projetos, os serviços complementares à carga da firma instaladora do condicionamento de ar e, sobretudo, relacionados os serviços que, apesar de necessários à instalação, ficarão a cargo do comprador.

10.2 Nas instalações projetadas para funcionamento apenas no verão, essas garantias ficam restritas às condições de 10.2.1 a 10.2.2.

10.2.1 Limitar, nos recintos condicionados, a temperatura

máxima do termômetro seco que for especificada, desde que não sejam ultrapassadas as condições admitidas para o ar exterior e demais elementos considerados como base de cálculo das cargas térmicas.

10.2.2 Limitar, nos recintos condicionados, a umidade

10 Termo de garantia

10.1O projeto exigirá do fornecedor da instalação de condicionamento de ar um termo de garantia, que defina precisamente os resultados a serem obtidos com a instalação.

relativa que for especificada, quando coexistirem as condições admitidas para o ar exterior e demais elementos considerados como base de cálculo das cargas térmicas.

Tabela 13 – Velocidades recomendadas e máximas para dutos de ar e equipamentos de sistemas de baixa pressão(7)

Recomendadas (m/s) Designação Residências Escolas, teatros e edifícios públicos Tomadas de ar exterior(A) Serpentinas(1) Resfriamento Aquecimento Lavadores de ar – Borrificador – alta velocidade Descarga do ventilador mín. máx. Dutos principais mín. máx. 2,50 2,25 2,25 2,50 5,00 8,00 3,50 4,50 2,50 2,50 2,50 2,50 6,50 10,00 5,00 6,50 Prédios Residências Escolas, teatros industriais e edifícios públicos 2,50 3,00 3,00 2,50 9,00 8,00 12,00 6,00 9,00 8,50 6,00 4,00 2,25 2,50 3,50 4,50 2,50 3,00 3,50 11,00 8,00 Prédios industriais 6,00 3,60 7,50 3,50 9,00 14,00 10,00 Máximas (m/s)

Ramais horizontais

mín. máx.

3,00 2,50

3,00 4,50 3,00 3,50

4,00 5,00 4,00

5,00 4,00

6,50 6,00

9,00 8,00

Ramais verticais

mín. máx.

(A)

Tomando como base a área de face e não a área livre.

Nota: Para sistemas de alta velocidade, consultar o ASHRAE Handbook of fundamentals.

(7)

ASHRAE Handbook of fundamentals 1972, Capítulo 25. ASHRAE systems 1975.

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Tabela 14 – Bitolas de chapas para a fabricação de dutos rígidos e sistemas de baixa pressão (pressão estática até 500 Pa e velocidade até 100 m/s) Espessuras Alumínio Bitola 24 22 20 18 16 mm 0,64 0,79 0,95 1,27 1,59 Aço galvanizado Bitola 26 24 22 20 18 mm 0,50 0,64 0,79 0,95 1,27 até 225 250 a 650 a 600 900 Helicoidal (mm) Circular Calandrado com costura longitudinal (mm) até 450 460 a 750 760 a 1150 1160 a 1500 1510 a 2300 Retangular Lado maior (mm)

até 300 310 a 750

760 a 1400 1410 a 2100 2110 a 3000

950 a 1250 1300 a 1500

Notas: a) Para detalhes de construção de dutos de baixa pressão, recomenda-se consultar o ASHRAE Guide and data Book Equipment e o ASHRAE Handbook of fundamentals, últimas edições. b) Para detalhes técnicos sobre dutos de média e alta pressão, recomenda-se consultar o ASHRAE Guide Equipment, o ASHRAE Handbook of fundamentals e os manuais da SMACNA (Sheet metal and air conditioning Contractor Association, Inc).

Tabela 15 – Parâmetros máximos para seleção da tubulação de água(8) Diâmetro do tubo (mm) (-) Vazão (m3/h) 1,5 3 6 9 17 28 48 90 143 215 Sistema fechado Velocidade (m/s) 1,2 1,5 1,7 1,9 2,2 2,5 2,8 3,1 3,1 3,2 Perda(A) (%) 10 10 10 10 10 10 10 9 7 5,5 Vazão (m3/h) 1,0 2,2 4 6 12 23 36 75 136 204 Sistema aberto Velocidade (m/s) 0,8 1,1 1,2 1,3 1,6 2,1 2,1 2,5 2,9 3,1 Perda(A) (%) 10 10 10 10 10 10 10 10 10 9

19 25 32 38 50 65 75 100 125 150

(A)

3/4 1 1.1/4 1.1/2 2 2.1/2 3 4 5 6

Perda em % do comprimento equivalente. – Para diâmetro acima de 150 mm, a velocidade da água limita-se em 3,3 m/s.

(8)

As vazões indicadas referem-se a tubos classe DIN 2440. Para tubos de parede mais espessa, prevalecem os valores limites de velocidades da Tabela.

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10.3 Nas instalações projetadas para funcionamento no verão e no inverno, devem ser acrescidas as seguintes garantias prescritas em 10.3.1e 10.3.2.

10.3.1 Limitar, nos recintos condicionados, a temperatura

11 Influências sobre o ambiente externo

O projetista e o instalador devem tomar as precauções necessárias a fim de que a instalação de ar-condicionado não ocasione influências prejudiciais à vizinhança no que se refere a ruído, temperatura, umidade e velocidade do ar. 11.1 O projeto e as especificações técnicas dos materiais e equipamentos devem conter as exigências mínimas a serem cumpridas pelo instalador. Por ocasião da conclusão de instalação, as condições especificadas deverão ser obtidas caso as condições externas de projeto não sejam ultrapassadas. 11.2 Os parâmetros básicos, quando da conclusão dos serviços, o instalador deverá proceder aos testes de desempenho especificados pelo projetista.

mínima do termômetro seco que for especificada para o inverno, desde que a temperatura do ar exterior não seja inferior à admitida no cálculo das cargas térmicas.

10.3.2 Limitar, nos recintos condicionados, a umidade rela-

tiva mínima que for especificada, desde que a temperatura e a umidade relativa do ar exterior sejam as admitidas no cálculo das cargas térmicas. 10.4 O termo de garantia deve também indicar o prazo de garantia para cada parte do equipamento que eventualmente seja diferente, bem como especificar os acessórios excluídos.